Nem parece que já faz tanto tempo. Mas, convenhamos, foi um passo ousado, atrevido e arriscado. Hoje, 1º de abril (é a mais pura verdade, apesar do dia!), faz 18 anos que a Mythos existe oficialmente. Tudo começou no longínquo ano de 1991, quando eu era o pastor de jovens da extinta 2ª Região Eclesiástica da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e muitas coisas eram planejadas numa fraterna troca de ideias num pequeno grupo de amigos que se cristalizou. O grupo era integrado por Rubens Zischler, especialista em informática e estudante de computação, Irene Zwetsch, jornalista formada, e eu, que era o mais velho dos três. Com toda a força, na linha de fundo jogava Ingrid, a minha mui amada esposa.
Havíamos decidido criar um periódico para a juventude da IECLB. Eu era inexperiente em computador, mas já arrastava uma asa pela diagramação e pelo texto escrito. Com a ajuda profissional da Irene e a facilidade incrível do Rubens para lidar com o computador, o projeto se transformou rapidamente na primeira edição do “Firmando Pé”. Nascia ali uma nova paixão. Foi como a despertar tardio para uma nova existência. Da “brincadeira” do jornal para os jovens em direção a um projeto de vida, foi um passo só.
O projeto de final-de-semana virou coisa séria e transformou-se em empresa registrada. A primeira sede da Mythos Produções Gráficas foi a cidade de Curitiba. O registro oficial tem a data de 1º de abril de 1991. O nome, bem, não era a nossa primeira opção. Queríamos um nome forte, latino, que passasse o que estavamos sentindo. Queríamos Papirus ou algo nesta linha, mas o registro de marcas não abriu espaço para nosso desejo inicial e Mythos finalmente conseguiu registro. E ficou bom, porque antes de querermos ser um mito naquilo que fazemos, nosso objetivo sempre foi o de olhar para o futuro sem perder de vista o êxtase da boa expectativa, da sensação de que precisamos dar mais que o melhor naquilo que fazemos, tornando a perfeição um alvo a alcançar, mas não tirando dessa busca o seu caráter mitológico, uma vez que somos todos falhos em muitos aspectos.
Em 1993 eu deixei de ser pastor de jovens e a Mythos Produções Gráficas acabou se tornando meu sustento. A diagramação do “Firmando Pé” e de folhetos da Literatura Evangelística da IECLB foi recebendo novos “companheiros”. O jornal O Caminho e o informativo do Colégio Dr. Blumenau, de Pomerode, foram os primeiros trabalhos fixos. Eu fazia tudo no Ventura, um programa que ainda rodava no DOS. A cada acento, cedilha ou símbolo, era necessário digitar um código no lugar da letra. Aos poucos fui decorando toda a lista, que era bem grande. Diagramava no Ventura e colava tudo no famoso Past-Up, que era enviado para a gráfica, fotolitado e depois impresso. Uma loucura!
Logo depois, a sociedade inicial foi desfeita porque o Rubens Zischler resolveu ir trabalhar em Luxemburgo. Logo em seguida, a sociedade foi mais uma vez refeita, quando a Irene resolveu também seguir o nosso amigo, por quem era apaixonada. Hoje os dois moram na Suíça, são casados e orgulhosos pais de dois meninos. O Stephan é nosso afilhado de batismo. A Ingrid, virou minha única sócia na Mythos e, durante uma década, toquei o negócio sozinho, diagramando materiais da igreja, periódicos de empresas e muito original de cartão de visita e nota fiscal para gráficas. Minha mão esquerda de canhoto doia de tanto puxar linhas no Corel para montar as notas. Minhas duas filhas ajudavam na digitação dos textos dos jornais, que na época ainda vinham todos em papel. Não tenho saudades do tempo em que o maior espaço de armazenagem era um disquete de 1.4 mega. Quando veio o zip drive, foi um alívio!
A Sheila, nossa filha mais velha, digitou muitos textos para a Mythos, mas não era a praia dela. Tanto que hoje é mestre em Enfermagem. Já a Débora se apaixonou pela atividade do pai e estudou Publicidade. Ela entrou em definitivo para a Mythos em 2003, seguida pelo seu marido. Depois da entrada dos dois na empresa, tudo mudou. Hoje a Mythos Comunicação é uma pequena agência de publicidade, que conquistou um bom espaço e respeito no meio publicitário de Blumenau.
Por isso, hoje é dia de celebrar. É uma trajetória respeitável de dezoito anos. Lembro bem das noites mal-dormidas dos primeiros meses. Por isso, expresso minha profunda gratidão à minha amada esposa por ter sido o forte esteio que sempre foi nesta caminhada. Sou grato à Irene, minha professora e inspiradora na arte da comunicação escrita. Sou agradecido ao Rubens, porque ele me deu as ferramentas para dar um salto profissional significativo, ao me “empoderar” nos mágicos meandros da comunicação informatizada. Um misto de gratidão e orgulho tomam conta de mim ao mencionar a Débora e o Cristiano, que representaram a grande transformação pela qual a Mythos passou, dando profissionalismo e competência à nossa missão hoje: fazer bons anúncios, sempre apegados a sólidos conceitos profissionais e éticos. Grato sou também a todos os clientes que nos acompanharam nessa trajetória, confiando no nosso trabalho. Olhamos para o futuro com confiança e muita esperança. Parabéns, Mythos!
Clovis Horst Lindner




























Um dos filmes mais impressionantes que já vi, reflete a mais crua realidade de que é capaz a insanidade humana. Em pouco mais de 100 dias, os hutus “abateram” (esta é a palavra mais adequada), a golpes de facão, um milhão de tutsis em Ruanda, na África. No mais espetacular sangue frio de que se tem notícia, milhares de vizinhos entraram na casa ao lado e esquartejaram a família inteira, do bebê ao avô. Não havia para onde fugir. As hordas de hutus “enfacãozados” golpeavam tudo que se movia. O nome do filme: Hotel Ruanda. 













